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Lewis Carroll by Marilyn Manson


Are you afraid of Marilyn Manson?

Eu morro de medo dele.
Exagero!
Só o vejo como um marketeiro atormentado, mas não quero me prolongar na tentativa de defini-lo. Nem quis colocar foto dele no post. Ele só deixaria meu blog mais feio. E de coisas feias já basta a minha fotinha aqui do lado!

Enfim, já rola por aí o trailer do filme Phantasmagoria: The visions of Lewis Carroll , dirigido pelo próprio e que ainda não tem previsão de estreia. Como não poderia ter perdido a chance, o cantor e artista é quem fará o papel principal, um Lewis Carroll assombrado por visões e pesadelos com Alice.

É óbvio que ele encheu o filme de sangue, cenas macabras e outros artifícios assustadores. Lily Cole é a menina que fará Alice-assombração.

Sente o trailer. Me arrepiei dos pés a cabeça.
(Depois percebi que era a janela que estava aberta. Sério!)

Burton no país da Disney




Comprei dois ingressos com uma antecedência considerável para assistir Alice no país das maravilhas, legendado e em 3D. E chamei a pessoa mais sensata que conheço para me acompanhar.

Minha paixão pela história do Lewis não é recente. Gosto da Alice desde criança e até roubei os livros do Carroll na biblioteca da escola onde estudava quando tinha 8 anos de idade (sim, sou delinquente desde criança). O que eu sempre esperei foi ver uma super produção de Alice. Aconteceu agora, que já estou velha e rabugenta, mas fiquei empolgada. Um grande diretor, que inclusive sempre admirei, fez a versão dele.

O filme começou. Agradeci a Deus por não ter me embriagado antes do filme e foi só a Alice cair no buraco para eu ter a impressão de estar assistindo uma versão do Harry Potter fêmea. A impressão passou. Mas as decepções só aumentariam. Assisti o filme inteiro incomodada e aflita de ter que presenciar a tentativa desesperada, e frustrada, do Tim de apresentar diálogos ousados e engraçadinhos.

Me parece que o Burton quis fazer diferente, mas ficou com medo de ousar demais. Talvez tenha sido por isso que ele procurou a Disney, para dar equilíbrio à história e deixar tudo bem mais careta. Lições de moral batidas, piadinhas desconfortantes, um desperdício de talento. Nem Johnny Depp e suas múltiplas expressões faciais conseguiram salvar o filme. As imagens são lindas, uma viagem, impecáveis. Mas infelizmente o filme é só isso.

Fiquei decepcionada. Primeiro porque o filme conseguiu acabar de vez com a complexidade da obra do Lewis, e depois porque ouvi alguns dizendo por aí que a história em si que é cliché, por isso a impossibilidade de fazer um filme mais interessante.

Ignorâncias a parte, uma pena o Burton ter se lançado em um projeto tão foda e ter perdido a oportunidade de criar uma parada maravilhosa. O filme ficou extremante comercial e sem nenhum atrativo, além do 3D.

De repente o filme foi pensado para as crianças de oito anos.

Enfim, o filme é fraco.
Tão fraco quanto o texto que acabo de escrever.

Maus Hábitos


Assisti Maus Hábitos, do Almodóvar, um dia desses. Ele é daqueles filmes do diretor que te envolvem até você querer que ele não termine nunca mais. Bem diferente da nova fase do bonito (que, a propósito, deixou muito a desejar com Abraços Partidos)

No filme, Almodóvar mostra a capacidade que tem de transformar até os personagens mais mesquinhos em figuras interessantes. Assim como a habilidade de traduzir, melhor do que muitos, o que se passa na cabeça de uma mulher (os anseios, desejos, angústias).

O diretor e roteirista disse em uma entrevista que foi com Maus Hábitos que ele começou “a tomar consciência do que representa a linguagem cinematográfica”. Ou seja, o filme é a oportunidade de ver Amodóvar no início efervescente da arte que ele sabe fazer.

A mistura de fascínio pelo mal/pecado e o crescimento sem freios da personalidade humana (pertencente a dondoca ou à aventureira drogada) guiam a história. Incluindo freira viciada em heroína, outra em ácido, Tarzan genérico e uma ladra de pseudônimo.

O filme marcou a aparição da atriz Chus Lampreave, a irmã Rata. Papel pequeno, mas que ganhou super-vida com a acentuada expressividade da atriz.