Maus Hábitos

Assisti Maus Hábitos, do Almodóvar, um dia desses. Ele é daqueles filmes do diretor que te envolvem até você querer que ele não termine nunca mais. Bem diferente da nova fase do bonito (que, a propósito, deixou muito a desejar com Abraços Partidos)

No filme, Almodóvar mostra a capacidade que tem de transformar até os personagens mais mesquinhos em figuras interessantes. Assim como a habilidade de traduzir, melhor do que muitos, o que se passa na cabeça de uma mulher (os anseios, desejos, angústias).

O diretor e roteirista disse em uma entrevista que foi com Maus Hábitos que ele começou “a tomar consciência do que representa a linguagem cinematográfica”. Ou seja, o filme é a oportunidade de ver Amodóvar no início efervescente da arte que ele sabe fazer.

A mistura de fascínio pelo mal/pecado e o crescimento sem freios da personalidade humana (pertencente a dondoca ou à aventureira drogada) guiam a história. Incluindo freira viciada em heroína, outra em ácido, Tarzan genérico e uma ladra de pseudônimo.

O filme marcou a aparição da atriz Chus Lampreave, a irmã Rata. Papel pequeno, mas que ganhou super-vida com a acentuada expressividade da atriz.

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