Arquivo do mês: janeiro 2010

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Produção de vinis, no Brasil!


Não sei quando foi, mas uma vez li em uma revista que os vinis estavam de volta e que agora eram produzidos de um jeito diferente. Agora o material é bem melhor e o preço aumentou horrores. Lance de US$80, dependendo do artista.

Porém, não tinha escutado quase nada sobre produção de novos vinis por aqui. Muito menos com a qualidade lá de fora. Até que Polysom apareceu com a promessa de produção, da boa, para este mês.

A empresa foi fundada há 11 anos em Belford Roxo. E é a última na América Latina a se dedicar à produção de discos. Segundo a empresa, “no final de novembro, os primeiros testes foram realizados e os resultados de um disco fabricado na Polysom foram tão bons quanto um mesmo produto prensado na fábrica americana Bill Smith Inc., considerada uma das melhores de toda a América do Norte”.

A Polysom estava desativada desde o início de 2007 e foi comprada no início de 2009 pela Deckdisc, que decidiu aproveitar o maquinário da antiga fábrica e reativá-la (já que a indústria de vinil está com tudo na Europa).

Não sei se dará certo ($$$) para eles.
Se depender de pessoas loucas até pelo barulhinho que a agulha faz no vinil, como eu, dará!

O café destrói famílias


Vídeo que o Ibrahim Zapata me passou e fez todo o sentido.

Por isso não gosto de café.
Mentira, é por causa do gosto.

O que fazer com o prêmio da Mega-Sena? (I)


Ganhou na Mega-Sena e não sabe o que fazer com tanto dinheiro?

Aproveita que os ônibus espaciais estão com quase 50% de desconto e garanta uma vaga em outro planeta, já que este já está próximo do fim.

Não se sabe o motivo, mas a NASA deciciu fazer uma liquidação de ônibus espaciais. São modelos semi-novos com apenas algumas órbitas em uso. O humilde veículo custava US$42 milhões e agora pode ser de quem tiver US$28,8 milhões.

Buuuut pay attention!
Os interessados devem se manifestar até o dia 19 de fevereiro.

E ainda tem outro problema. Como são semi-novos, já estão aposentados. Porém você pode usar o que sobrou do seu dinheiro para contratar alguém da NASA que consiga fazer com que ele volte a funcionar sem perigos.

ok?
Boa viagem!

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E o Haiti?


Fiquei com raiva de mim porque pretendia postar uma matéria com bolsas que nunca poderei comprar (assunto mega inútil, inclusive) quando resolvi encarar o que rolou com o Haiti. Lembrei dos ensinamentos de Toscani e me senti o cocô do Sarney.

Tudo bem que posto as matérias da categoria ‘mulherzinha’ mais por brincadeira. Sempre gostei de moda. Até queria ser estilista. Mas nunca fui ligada à marcas. Prefiro usar as bolsas e roupas que minha mãe faz. Sai mais barato, mais bonito e não faço a “garota propaganda que não recebe nada em troca”. Eu seria tudo o que odeio se postasse uma matéria com bolsas caríssimas neste momento. Mesmo que fosse só de onda.

Sempre evitei acompanhar tragédias. Porque no lugar de um angustiado haveriam dois e, como não poderia ajudar, ficaria mais arrasada. Um ex-professor de Yoga havia me ensinado a ser uma pessoa egoísta e escrota. No sentido de não sofrer pelo problema dos outros. Cuidar dos que você já têm. Ele dizia que não adianta sofrer pelo o que outra pessoa passa. Cada um recebe a cruz que pode carregar e tem que aprender com seu sofrimento. Ou seja, ninguém tem que resolver os meus problemas por mim e assim vai. (Todomundo ‘sifudendo’). Pensamento meio hinduísta, aquele lance de como cada um tem que lidar com o próprio carma.

Tentei fugir da situação do Haiti. Sabia que a situação era caótica e pensava que não poderia fazer nada por eles. Mas não teve jeito. A capa de um jornal carioca me deu um soco e alguns tapas na cara.

As pessoas, no Haiti, estão nas ruas sem saber o que fazer e sem ter para onde ir. Os Hospitais e Escolas, entre outras instituições, desabaram. E, para completar, a situação fez com que surgisse uma onda de saques e tiroteios por lá.
O blog fotográfico do New York Times (www.lens.blogs.nytimes.com/2010/01/15/assignment-19) tem umas fotos inacreditáveis do Damon Winter, que mostram como está a situação do país cuja taxa de analfabetismo é de 34%. A foto na qual se vê um amontoado de bebês e crianças mortas (foto 08) é de fatiar o coração até de pessoas sensíveis como Mr. George W. Bush.
Não tive coragem de colocar nenhuma das fotos aqui.

Dá para doar dinheiro para Unicef e para a CARE através do site http://www.google.com/relief/haitiearthquake. A Unicef tem enviado água potável, produtos de higiene e limpeza, alimentos terapêuticos, medicamentos e abrigos temporários para Jacmel e Porto Príncipe. E se comprometeu em proteger as crianças que foram afastadas da família.
Outros sites como o da Cruz Vermelha e dos Médicos sem Fronteiras também recebem doações.

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